07/01/2019 às 08h39min - Atualizada em 07/01/2019 às 08h39min

Governo do Gabão prende militares que anunciaram golpe de estado

Tanques militares e veículos armados patrulham a capital do Gabão, Libreville. Porta-voz do governo afirmou que 'situação está sob controle'.

Fonte G1

Militares anunciaram golpe de estado no Gabão nesta segunda-feira (7) — Foto: Reuters

O exército do Gabão anunciou na rádio estatal nesta segunda-feira (7) um golpe "para restaurar a democracia" no país da África Ocidental. Porém, mais tarde, um porta-voz do governo afirmou que quatro militares foram presos e que a situação está sob controle.

O anúncio do golpe de estado foi lido por um militar que se identificou como tenente Obiang Ondo Kelly, comandante da Guarda Republicana e presidente do Movimento Patriótico. Ele estava acompanhado de outros dois homens armados e com boinas verdes. Segundo ele, o Movimento Patriótico preservaria a integridade da nação.

Um toque de recolher foi imposto na capital, Libreville, segundo a Associated Press. Tanques militares e veículos armados patrulham a cidade na costa do oceano Atlântico. A internet foi cortada.

Mais tarde, o porta-voz do governo, Guy-Bertrand Mapangou, afirmou que quatro dos cinco militares que anunciaram o golpe militar foram presos e que um era procurado pelas forças de segurança, segundo a Reuters.

Mapangou afirmou à Efe por telefone que a situação está sob controle e que a normalidade será restaurada em uma prazo de cerca de três horas.

Presidente do Gabão, Ali Bongo Ondimba, em imagem de arquivo  — Foto: Tiksa Negeri/ Reuters

Presidente do Gabão, Ali Bongo Ondimba, em imagem de arquivo — Foto: Tiksa Negeri/ Reuters

O presidente Ali Bongo, no poder desde 2009, está fora do país desde outubro. Há relatos de que ele sofreu um derrame. Recentemente, Bongo se dirigiu a seus compatriotas em uma mensagem de Ano Novo filmada no Marrocos, onde ele recebeu tratamento médico.

Bongo tomou posse como presidente para seu segundo mandato de sete anos em 2016, após uma disputada eleição que foi seguida por violentos protestos.

Embora a justiça tenha validado os resultados da disputa eleitoral, a oposição considerou a decisão judicial "tendenciosa" e que "ignorar claramente os pedidos urgentes de transparência lançados pela comunidade nacional e internacional".

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