06/12/2018 às 13h49min - Atualizada em 06/12/2018 às 13h49min

Policiais civis são condenados por envolvimento com tráfico no ES

Quadrilha foi presa em setembro de 2016. Apontado como chefe do grupo, um dos policiais civis foi condenado a 29 anos de prisão.

Fonte G1-ES

Operação ocorreu no Centro de Guarapari e bairro Kubitschek — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

O policial civil José Loureiro Filho, conhecido como Riquinho, foi condenado em 29 anos e nove meses de prisão por tráfico de drogas e associação ao tráfico.

Ele é acusado de chefiar uma quadrilha, em Guarapari, na região metropolitana de Vitória, e está preso desde 9 de setembro de 2016, durante a operação Triângulo das Bermudas.

Riquinho trabalhava no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Guarapari e foi preso depois de desviar drogas e dinheiro de traficantes, em abril de 2016.

Segundo a Polícia Civil e a Justiça, Riquinho simulou uma abordagem policial junto com o colega Marcelino Queiroz Conceição, para desviar a droga e o dinheiro para a quadrilha dele.

José Loureiro e Marcelino perderam o cargo público.

Condenações

Em 2016, catorze pessoas foram presas. No dia 26 de novembro deste ano, elas foram condenadas na 1ª Vara Criminal de Guarapari. Entre os condenados estão o filho de Riquinho, condenado a 14 anos e oito meses de reclusão e 1.320 dias multa, e Marcelino, condenado a 10 anos e 7 meses por tráfico de drogas e associação ao tráfico.

Denúncia

Segundo a denúncia, além de comandar o tráfico de drogas, Riquinho era responsável de organizar roubos e furtos no comércio e casas da cidade, além de passar informações privilegiadas, já que riquinho era Policial Civil.

Todos os acusados negaram qualquer envolvimento durante o julgamento e na operação policial de 2016. O braço direito do policial foi condenado em 26 anos.

Defesa

Riquinho e Marcelino informaram que recorreram da decisão do juiz. Eles aguardam o recurso detidos no presídio da Polícia Civil de Vila Velha.

Polícia Civil

A Polícia Civil informou que o policial José Loureiro está aposentado. Ele fez o pedido em 2016, e como tinha tempo de serviço, foi concedido.

Porém, o caso está na fase de processo administrativo na Segunda Comissão, que pode gerar a cassação do servidor. Com isso, o policial perderá a aposentadoria.

A PC informou que o caso de Marcelino Queiroz está em na fase de processo na Segunda Comissão

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