06/12/2018 às 10h18min - Atualizada em 06/12/2018 às 10h18min

Cinco suspeitos de integrar quadrilha de roubo a banco morrem após confronto com policiais

Quadrilha também era especializada no ataque a carro-forte, do chamado 'Novo Cangaço'. Outro suspeito está foragido

Fonte Gazeta Online

(foto: Reprodução/Whatsapp)

Cinco integrantes de uma quadrilha especializada no roubo a bancos e no ataque a carro-forte, do chamado “Novo Cangaço”,  foram mortos em confronto com policiais, na madrugada desta quarta-feira, na zona rural do município de Brasilândia de Minas, no Noroeste do estado. A operação foi comandada pelas polícias Civil e Militar de Goiás, com o suporte das forças de segurança militar e civil de Minas Gerais. Um sexto integrante do bando fugiu está sendo procurado.

Os criminosos faziam parte de uma quadrilha que explodiu e assaltou um carro do transporte de valores na BR-040, no município de Cristalina, próximo a Brasilia (DF), em 26 de novembro passado. Desde então, o grupo passou a ser investigado e monitorado pela Polícia Civil de Goiás, em ação coordenada pelo delegado de Cristalina, Rafael Pareja Camargo.

A partir das investigações, a Polícia de Goiânia descobriu que os marginais estavam escondidos na zona rural de Brasilândia. Foi feito contato com a Polícia Civil, sendo planejada a ação-surpresa para a desarticulação do grupo criminoso, envolvendo as forças de seguranças dos dois estados.

Os integrantes da quadrilha especializada foram localizados no acampamento de trabalhadores sem-terra Elza Estrela, que conta com cerca de 100 famílias, localizado a cerca de 25 quilômetros da área urbana de Brasilândia. Portando armamento pesado, os criminosos reagiram e houve a troca de tiros, com as mortes de cinco deles. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Paracatu, na mesma região.

Foram apreendidos fuzis, espingardas calibre 12 e pistolas automáticas. Participaram da operação cerca de 25 policiais goianos e mineiros. O delegado Marcos Tadeu de Brito Brandão, do 16º Departamento da Polícia Civil de Unaí, que participou do planejamento da operação, lembrou que os bandidos do “Novo Cangaço”, devido ao forte armamento em seu poder, “pensaram que poderiam enfrentar as forças policiais e se deram mal”.

Em entrevista, Marcos Tadeu salientou que o desfecho da operação, com as mortes de cinco marginais, foi uma prova de que os criminosos nunca devem subestimar e enfrentar as forças policiais. “O recado foi dado. Enfrentar policiais altamente treinados e altamente gabaritados, com os nossos de Minas Gerais e os policiais de Goiás, só teria como resultado a fatalidade e foi o que aconteceu”, disse o delegado.

Ele salientou que o resultado da operação foi “uma demonstração de profissionalismo dos policiais, sejam militares ou civis, de Minas e de Goiás”. Ainda segundo Marcos Tadeu, “o enfrentamento sempre traz consequências graves e extremas para aqueles que não acreditam no poder dos nossos policiais”.

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