07/11/2018 às 09h30min - Atualizada em 07/11/2018 às 09h30min

Dez homens são presos por pedofilia em Minas, entre eles um médico e dois militares

Fonte Portal Caparaó

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu nesta quarta-feira (31) 10 pessoas em flagrante com armazenagem de arquivos (fotos e vídeos, principalmente) que envolvem cenas de sexo explícito com crianças e adolescentes. A operação Infância Reavida teve por objetivo coibir os crimes de exploração sexual infantil, por meio do compartilhamento e armazenagem de arquivos dessa natureza.

Após as investigações, que rastrearam conexões de materiais pornográficos infantis, foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão. Os mandados foram cumpridos em Belo Horizonte, Betim, Contagem, Nova Lima, Ipatinga, Ponte Nova e Barbacena.

“Todos os 10 presos são homens, com idades, perfis e profissões diversos. Nos chamou a atenção o fato de dois deles serem policiais militares (um da ativa e um reformado) e um médico clínico geral. O médico, inclusive, tinha vídeos que ele gravava envolvendo menores e também em seu consultório, sem o consentimento e conhecimento de seus pacientes”, explicou a delegada Isabella Franca Oliveira, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, que coordenou a operação.

Sobre os militares, a delegada informou que a investigação por crime continua, mas que do ponto de vista administrativo, eles serão julgados pela Justiça Militar.

Com o médico, segundo Isabella Oliveira, foi apreendido grande volume de material, principalmente imagens produzidas por ele mesmo. “As imagens são de sexo com adolescentes e no consultório dele, onde gravava sem conhecimento de seus pacientes”, acrescentou. Tanto o médico quanto os militares foram presos em Betim e Nova Lima, mas a delegada não especificou quem foi preso onde.

Monitoramento

Para chegar a esses homens, a Polícia Civil fez um monitoramento por dois meses, com um programa que rastreia o compartilhamento de arquivos. “Depois disso, chegamos a esses usuários, que usam esse tipo de material para fazermos a busca e apreensão. O volume foi muito alto, mais de 30 mil arquivos compartilhados que eles vinham usando e compartilhando pela internet. Ainda vamos analisar melhor as imagens dentro da investigação”, acrescentou.

Segundo a delegada Isabella Franca Oliveira, todos os presos foram encaminhados para um presídio, com base nos artigos 240 e 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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