06/11/2018 às 09h16min - Atualizada em 06/11/2018 às 09h16min

Comitiva de atingidos protesta contra Fundação Renova em Londres

Prejudicados pela tragédia de Mariana condenaram as medidas de reparação de danos adotadas pela Renova; também se reuniram com diretores da BHP Billinton, controladora da Samarco ao lado da Vale

Fonte Estado de Minas

Comitiva cobra atuação da Renova em prol dos atingidos (foto: Letícia Aleixo/Divulgação)

Cinco pessoas atingidas pelo tsunami de lama e rejeitos provocado pelo rompimento da barragem de Fundão se manifestaram nesta segunda-feira (5) em Londres. No dia em que a tragédia completa três anos, a comitiva condenou a atuação da Fundação Renova, criada para reparar os danos do desastre ambiental.

“Nós viemos para Londres para questionar as atrocidades que a Fundação Renova tem cometido conosco. Ela foi constituída para reparar danos, mas tem criado mais danos e retirado direitos”, explica Mauro Marcos da Silva, integrante da comitiva e atingido de Bento Rodrigues. Além dele, o grupo é composto por Douglas Krenak, representante das comunidades tradicionais e povos indígenas da Bacia do Rio Doce; Joice Miranda, atingida de Barra do Riacho, comunidade de Aracruz (ES); Mônica Santos, vinculada a Bento Rodrigues; e Romeu Geraldo, ligado ao distrito de Paracatu de Baixo.

Para ilustrar as barreiras enfrentadas pelos 39 municípios atingidos pelo tsunami de lama e rejeitos desde 5 de novembro de 2015, a comitiva vai apresentar dois documentos aos interlocutores: uma carta de reivindicações e um histórico do desastre e das denúncias de violações.

Em nota, a Fundação Renova informou que “entende como legítima a manifestação dos atingidos e reafirma seu compromisso com o diálogo para a construção conjunta de soluções”. Também disse que “as questões levantadas (pela comitiva) já vêm sendo tratadas e têm sido enfrentadas com empenho, disposição para negociar, transparência e comprometimento com a maior ação de recuperação ambiental, social e econômica em construção no país”.

Esta segunda-feira também marcou o ingresso da ação internacional movida pelo escritório de advocacia anglo-americano SPG Law na corte da Inglaterra e do País de Gales. Como adiantou o Estado de Minas com exclusividade, o montante de reparações pode ultrapassar os 5 bilhões de libras (mais de R$ 24 bilhões, na cotação atual).

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