02/11/2018 às 10h45min - Atualizada em 02/11/2018 às 10h45min

Corpo de jornalista saudita foi desmembrado e dissolvido, diz assessor de Erdogan

Yasin Aktay, assessor da presidência turca, afirmou que corpo foi desmembrado para ser dissolvido mais rápido.

Fonte G1

Imagem de Jamal Khashoggi durante demonstração diante do consulado saudita, em Istambul, na Turquia — Foto: Reuters/Osman Orsal

O corpo do jornalista saudita Jamal Khashoggi, assassinado no consulado de seu país em Istambul, foi desmembrado para ser "dissolvido" com mais facilidade, afirmou Yasin Aktay, assessor da presidência turca, em entrevista ao jornal "Hürriyet". O corpo do jornalista não foi encontrado.

"Eles não se conformaram em desmembrá-lo, eles se livraram do corpo dissolvendo-o ", disse Yasin Aktay, assessor do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

"Segundo as últimas informações que temos, a razão pela qual desmembraram o corpo foi para dissolvê-lo mais facilmente", completou.

"Queriam assegurar que não ficaria nenhum rastro do corpo. Todos os locais para os quais nos levam as câmeras de segurança foram examinados e não encontramos o cadáver", disse Aktay, que tinha boas relações com Khashoggi.

"Matar uma pessoa inocente é um crime. O que fizeram com o corpo é outro crime e uma vergonha", completou.

Uma fonte do governo turco afirmou ao jornal “Washington Post” que as autoridades examinam a hipótese de dissolução do corpo com ácido no consulado ou na residência do cônsul.

Crime

Em 2 de outubro, o jornalista Jamal Khashoggi, que era crítico do governo saudita e colaborador do jornal "Washington Post", foi ao consulado da Arábia Saudita em Istambul para obter uma certidão necessária para seu casamento.

Em um primeiro momento, Riad anunciou que Khashoggi havia deixado o consulado pouco depois de entrar. Depois, o governo saudita afirmou que ele morreu durante uma briga e, mais tarde, finalmente reconheceu que o ato foi uma "operação não autorizada" pelo regime saudita. Riad nega qualquer envolvimento do príncipe herdeiro.

A Procuradoria de Istambul afirmou em um comunicado que a vítima foi esquartejada e os executores se livraram do corpo, mas não indicou para onde foi levado.

Depois que o presidente turco, Tayyip Erdogan, afirmou que há fortes sinais de que o assassinato foi planejado, a Arábia Saudita anunciou que vai responsabilizar “quem quer que seja” pelo assassinato de Khashoggi e aqueles que falharam em suas funções.

O presidente americano Donald Trump disse que o tratamento dado por Riad ao caso foi "o pior encobrimento de todos os tempos"

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