29/03/2021 às 17h15min - Atualizada em 30/03/2021 às 07h46min

Segurança nos novos meios de pagamentos

SALA DA NOTÍCIA Juliana Chagas
Hoje, não é mais possível tocar um negócio sem o mínimo de inovação e tecnologia e, com a pandemia, isso se tornou ainda mais necessário. Muitas companhias tiveram que adotar novas estratégias para manter a saúde financeira do seu empreendimento e melhorar a experiência de compra dos consumidores, como por exemplo, implementar novos meios de pagamento. 

Com isso, os lojistas passaram a utilizar links de pagamentos, pagamentos por aproximação ou o próprio PIX, que permite que as transações aconteçam em até dez segundos, sem restrição de datas e horários. Mas, ao mesmo tempo que novas maneiras de realizar transações financeiras no varejo surgem, é possível identificar novas artimanhas sendo criadas pelos fraudadores para barrar a segurança e começar a agir de forma criminosa. Por isso, é preciso estar cada vez mais antenado para se proteger da ação dos criminosos digitais. 

Pensando nisso, listamos algumas dicas de especialistas para ajudar no combate às fraudes: 

PIX

O Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil (Bacen) entrou em vigor em meados de novembro e logo nos primeiros dias foi utilizado por milhões de brasileiros, sendo, ao mesmo tempo, alvo de muitos fraudadores. Por isso, assim como qualquer outro meio de pagamento é preciso ter cuidado e atenção redobrada para não cair em ciladas. “Recomendamos ao público em geral nunca clicar em links desconhecidos (atenção especialmente com URL encurtadas) e não compartilhar dados pessoais ou códigos de verificação. Em caso de dúvidas, procure os canais de atendimento da instituição na qual você vai usar o PIX. Outro ponto fundamental, é que diferentemente do cartão de crédito, onde há a possibilidade de estorno, com PIX é bem mais complexo. Sendo assim, é imprescindível checar todos os dados antes de concluir a transferência e, no caso de compras on-line, checar a reputação do site”, afirma Tom Canabarro, CEO e cofundador da Konduto, antifraude para e-commerces e pagamentos digitais, que lançou recentemente o Safe Banking, solução que monitora transações e que chega para atender a todas as demandas de carteiras digitais, transferências P2P e especialmente o PIX.

Links de pagamentos

Se de um lado a pandemia da Covid-19 vem obrigando os consumidores a mudarem seus hábitos de compras, do outro, os lojistas precisam se reinventar e utilizar novas técnicas para garantir as vendas. Segundo Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil, fintech brasileira líder no processamento de pagamentos para e-commerce ao redor do mundo, disponibilizar um link de pagamento para os compradores é uma escolha inteligente para quem quer ter sucesso nos negócios. No entanto, é sempre importante ficar atento. “Se a compra for realizada via lojas de rede social, por exemplo, é válido estudar rapidamente o perfil para tentar identificar a credibilidade da empresa. Às vezes, é possível achar a reputação com uma simples busca no Google e até mesmo ler os comentários da própria página, que dão um sinal se a marca é ou não de confiança. Outra dica: ao negociar com o lojista, efetue a compra dentro de ambiente seguro (neste caso, dentro do ambiente do link de pagamento, para empreendedores que não tem loja online) e sempre que possível evite transações TED ou Pix para pessoas físicas, sem passar por uma processadora de pagamentos”, explica.  

Pagamento por biometria facial

Quem nunca comprou em uma loja online e precisou fornecer dados como número de CPF, nome completo e informações sobre cartão? Essa é hoje uma prática muito comum entre a maior parte dos e-commerces. Contudo, há outras opções para que o consumidor realize o pagamento de suas compras sem a necessidade de tanta exposição e um exemplo prático disso é a tecnologia de biometria facial que permite que o cliente passe por processos de identificação e autenticação apenas com a captura de pontos faciais. “De acordo com a Juniper Research, mais de 2,5 trilhões de dólares serão transacionados através de processos de pagamentos utilizando algum tipo de biometria até 2024. Isso reforça a importância da realização de processos seguros de identificação para criar uma experiência dinâmica, segura e inovadora, principalmente quando falamos da geração de um fluxo unificado entre o online e o físico no varejo. Além de evitar fraudes financeiras, a biometria facial, como a da FullFace, por exemplo, possibilita a identificação do cliente com personalização, contactless, segurança, agilidade e muita inovação”, explica Danny Kabiljo, CEO da FullFace, empresa brasileira de biometria facial.

Pagamento por aproximação

A Atar B2B, empresa pioneira no pagamento por aproximação no Brasil, lançou em 2016 o primeiro dispositivo vestível com esta funcionalidade. A Pulseira da Atar é à prova d'água e pode ser utilizada internacionalmente. Inclusive, a empresa foi escolhida para participar do InovAtiva Brasil, maior programa de aceleração de startups da América Latina, e também foi escolhida pela Mastercard como meio de pagamento oficial da Copa América em 2019. “O pagamento por aproximação é uma ótima alternativa nesta pandemia justamente porque evita o contato durante o pagamento e, dessa forma, a contaminação. Esta é uma recomendação que a Atar B2B está dando a todos seus clientes, inclusive. Para quem tem alguma dúvida de se é possível pagar assim no Brasil, somos um dos países com mais maquininhas compatíveis proporcionalmente no mundo - hoje em torno de 90% delas aceitam pagamento por aproximação. Basta que você tenha um cartão, pulseira, celular ou outro dispositivo com a tecnologia necessária”, afirma Orlando Purim Junior, CEO da empresa.

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