12/01/2021 às 14h54min - Atualizada em 12/01/2021 às 14h54min

Dólar opera em queda, seguindo exterior e com inflação no radar

Na segunda-feira (11), moeda norte-americana fechou em alta de 1,69%, a R$ 5,5031, maior cotação em dois meses.

Fonte G1
Notas de dólar — Foto: pasja1000/Creative Commons

O dólar opera em queda nesta terça-feira (12), com o mercado de câmbio seguindo o respiro visto no exterior, conforme investidores avaliavam o cenário da pandemia e aguardavam a safra de balanços nos Estados Unidos.

Às 14h41, a moeda norte-americana caía 1,84%, vendida a R$ 5,4017.

Na segunda-feira (12), o dólar fechou em alta de 1,69%, a R$ 5,5031, no maior nível desde 5 de novembro (R$ 5,5455 ).

Em quatro pregões seguidos de alta, a cotação acumulou ganhos de 4,54%. Desde 10 de dezembro, quando bateu uma mínima em seis meses (R$ 5,0417), a moeda salta 9,16% e, apenas em 2021, ganha 6,01%.

Cenário global e local

As preocupações com a pandemia seguiam, mas o que vem ganhando espaço nas discussões de analistas é a abertura das taxas dos Treasuries, títulos do Tesouro dos Estados Unidos, movimento que no geral aumenta o apelo do dólar frente a rivais.

"Vale observar, entretanto, que, no Brasil, a preocupação fiscal segue como principal fator que mantém o real depreciado e continuará como um dos temas principais em 2021", disse a Rico em relatório à Reuters. A casa ainda estima dólar a R$ 4,90 ao fim do ano e com potencial de apreciação adicional se o cenário global continuar a sugerir o dólar mais fraco ante moedas emergentes.

A piora relativa do real é associada também ao nível de juros, com a Selic na mínima histórica de 2% deixando a moeda brasileira como opção barata para hedge ou mesmo como fonte de financiamento.

Uma das discussões no mercado doméstico é se o Banco Central poderia ser forçado a antecipar a normalização da política monetária, cujo início está previsto atualmente para agosto, num contexto em que a inflação surpreende para cima. O IPCA terminou 2020 com alta acumulada de 4,52%, a maior taxa em quatro anos e acima da meta de 4%, embora dentro do intervalo de tolerância (entre 2,5% e 5,5%)
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