14/09/2020 às 21h07min - Atualizada em 14/09/2020 às 21h07min

Lobo-guará é resgatado em Presidente Kennedy após ser atropelado

Moradores do interior do município acionaram a Secretaria de Meio Ambiente para o resgate e, após a melhora, o animal retornou para uma área de mata da região

Fonte A Gazeta
Animal foi atropelado no trecho da rodovia entre a localidade de Leonel II e Santa Lúcia. Crédito: Divulgação

Um lobo-guará foi resgatado pela Secretaria de Meio Ambiente de Presidente Kennedy, no Litoral Sul do Estado, após ser atropelado no último sábado (12). Moradores acionaram os servidores para o resgate em uma estrada do interior do município. O animal conseguiu se recuperar e foi devolvido à mata atlântica.

O animal foi atropelado no trecho da rodovia entre a localidade de Leonel II e Santa Lúcia. Segundo a prefeitura, moradores da localidade de Leonel II acionaram uma das técnicas de meio ambiente por volta das 19h. A Polícia Militar Ambiental também foi acionada para orientação quanto aos procedimentos.

O lobo foi removido com ferimentos leves para o pasto de uma propriedade às margens da rodovia, para evitar novos acidentes. Ele recebeu os primeiros socorros, foi mantida a temperatura corporal do animal e realizado o monitoramento. Na manhã seguinte, após apresentar melhoras e conseguir se deslocar alguns metros, o animal seguiu em direção a uma área remanescente de mata atlântica.

Segundo a prefeitura, a secretaria de Meio Ambiente já foi informada outras vezes do avistamento dessa espécie nas áreas rurais do município, como no ano de 2011, na localidade de Gromogol e no mês de janeiro deste ano, quando um filhote de lobo-guará morreu atropelado na rodovia ES 162, na mesma região de Leonel II.

HABITAT

De acordo com o biólogo Helimar Rabello, o lobo-guará é um dos animais símbolos do cerrado e que não costumam habitar regiões de mata. “O Estado tem poucas matas e o entorno de cidades como Cachoeiro, Marataízes, Itapemirim e Presidente Kennedy são rodeados por grandes campões, pastos, como um cerrado. Como nossa fronteira com Minas Gerais, que é cerrado mineiro, foi quase toda desmatada sai desse ambiente e vem entrando no Espírito Santo”, explicou o biólogo.

Rabello contou ainda que a espécie é vista no Sul do Estado há cerca de 10 anos e é um animal dócil inofensivo e medroso, somente atacaria caso fosse afugentado
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