06/08/2020 às 15h41min - Atualizada em 06/08/2020 às 15h41min

COVID-19: pesquisa da UFMG planeja utilizar smartphones para testagem em massa

Trabalhos são desenvolvidos pelo Instituto de Ciências Biológicas e por pesquisadores dos cursos de Engenharia e Veterinária da instituição

Fonte Estado de Minas
Smartphones podem ser grandes aliados no combate à COVID-19, de acordo com pesquisa da UFMG (foto: Pixabay)

Com uma infinidade de aplicativos com as mais variadas funções, os smartphones viraram amigos inseparáveis da sociedade. Mas uma pesquisa conduzida na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) podem fazer com que os aparelhos sejam primordiais na luta contra a COVID-19 ao habilitá-los para testagem do novo coronavírus.

Os trabalhos, que estão sendo realizados pelo Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da instituição, além de reunir pesquisadores dos cursos de Engenharia e Veterinária, consistem em viabilizar um sistema que permita gerar testes rápidos para detecção da COVID-19 nos aparelhos. Tudo baseado no reconhecimento imunológico de anticorpos.

O estudo propõe três pontos inovadores: o desenvolvimento de anticorpos sintéticos por bioengenharia, o uso de técnicas simultâneas para detecção da doença e a integração do diagnóstico em smartphones, garantindo portabilidade e monitoramento em tempo real.

A ideia de utilizar o smartphone para monitorar e ter um diagnóstico rápido e preciso da COVID-19 surgiu da necessidade de testagem em massa das populações. Com a indisponibilidade de testes no mercado e o alto custo para identificar a doença na fase inicial, uma vez que depende de laboratórios, além de técnicos especializados e equipamentos, os telefones podem virar um grande aliado no combate ao coronavírus.

Caso os trabalhos sejam bem sucedidos, há, ainda, a probabilidade de a ferramenta ser adaptada para uso na detecção rápida de outras doenças tropicais, como febre amarela e dengue.

O projeto recebeu investimento do programa de combate a epidemias da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Outros cinco trabalhos do ICB voltados para o combate da COVID-19 também tiveram apoio financeiro da fundação do Ministério da Educação.
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