05/08/2020 às 11h05min - Atualizada em 05/08/2020 às 11h05min

Dólar opera em queda em dia de Copom, abaixo de R$ 5,30

Na terça-feira, moeda norte-americana fechou em queda de 0,60%, a R$ 5,2851.

Fonte G1
Notas de real e dólar em casa de câmbio no Rio de Janeiro — Foto: Reuters

O dólar opera em queda nesta quarta-feira (3), dando continuidade ao movimento observado na véspera, com os investidores de olho na decisão do Banco Central do Brasil sobre a nova taxa básica de juros do país. A expectativa do mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) deverá reduzir a Selic para novo piso histórico de 2% ao ano.

Às 11h04, a moeda norte-americana caía 0,19%, vendida a R$ 5,2750.

Na terça-feira, o dólar fechou em queda de 0,60%, a R$ 5,2851. Na parcial da semana e do mês, acumula alta de 1,31%. No ano, tem alta de 31,80%.

O Banco Central realizará neste pregão leilão de swap tradicional de até 10 mil contratos com vencimento em novembro de 2020 e março de 2021.

Cenário externo e local

Na cena externa, o ouro ampliava os ganhos e atingiu nesta quarta-feira uma nova máxima recorde à medida que um dólar fraco e rendimentos dos títulos de dívida dos Estados Unidos em queda alimentavam uma onda de compras entre os investidores que procuram uma reserva segura de valor.

Com os mercados abalados pela pandemia de coronavírus, o ouro acumula avanço de mais de 34% no ano e é um dos ativos com melhor desempenho em 2020.

Na agenda de indicadores, o Relatório Nacional de Emprego da ADP mostrou criação de 167 mil vagas de trabalho no setor privado dos Estados Unidos em julho, bem abaixo da projeção do mercado de abertura de 1,5 milhão de novos postos.

Na cena doméstica, as atenções estão voltadas para a decisão do Banco Central sobre a nova taxa básica de juros, que será anunciada por volta das 18h. Atualmente, a Selic está em 2,25% ao ano. A previsão dos analistas é de que a taxa recue para 2% nesta semana e que assim permaneça até o fim deste ano.

A expectativa é de que essa seja a última redução do ciclo de cortes da taxa de juros, iniciado em agosto de 2019, e que a taxa permaneça em 2% ao ano até setembro do ano que vem, quando voltaria a subir.

Muitos analistas citam o ambiente de juros baixos como um dos principais fatores para a disparada do dólar em 2020, uma vez que reduz rendimentos locais atrelados à Selic, prejudicando o investimento estrangeiro e, consequentemente, o fluxo cambial
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