04/08/2020 às 15h07min - Atualizada em 04/08/2020 às 15h07min

Dólar oscila nesta terça-feira, de olho em tensões entre EUA e China

Na segunda-feira, moeda norte-americana fechou em alta de 1,92%, a R$ 5,3171.

Fonte G1
Notas de dólar — Foto: Reuters/Dado Ruvic

Após um início de negócios em alta, o dólar opera sem direção definida nesta terça-feira (3), com os investidores de olho nas tensões entre EUA e China e aguardando a decisão do Banco Central do Brasil sobre eventual novo corte na taxa básica de juros do país na reunião do Copom de quarta-feira.

Às 14h17, a moeda norte-americana subia 0,08%, vendida a R$ 5,3131.

Na segunda-feira, o dólar fechou em alta de 1,92%, a R$ 5,3171, após ter acumulado queda de 4,09% em julho. No ano, tem alta acumulada de 32,60%.

Cenário externo e local

Na cena externa, as preocupações com uma escalada das tensões entre China e EUA voltavam ao radar, diante das medidas do presidente norte-americano, Donald Trump, para forçar a empresa chinesa TikTok a vender suas operações nos Estados Unidos e das reações de Pequim.

O atrito entre as duas principais economias do mundo ficou em segundo plano no primeiro semestre de 2020, com a pandemia de Covid-19 minando o crescimento global, e uma escalada agora dificultaria a recuperação de alguns exportadores e importadores, aprofundando temores sobre uma crise econômica mais profunda, destaca a Reuters.

Com a Microsoft buscando comprar as operações norte-americanas do TikTok, Trump disse na segunda-feira que o governo dos EUA deve obter uma "porção substancial" de qualquer preço. Nesta terça-feira, o jornal estatal China Daily disse que o país asiático não aceitará o "roubo" da empresa de tecnologia.

No Brasil, os investidores apostam em um novo corte na taxa básica de juros nesta quarta-feira. Atualmente, a Selic está em 2,25% ao ano. A previsão dos analistas é de que a taxa recue para 2% nesta semana e que assim permaneça até o fim deste ano.

Muitos analistas citam o ambiente de juros baixos como um dos principais fatores para a disparada do dólar em 2020, uma vez que reduz rendimentos locais atrelados à Selic, prejudicando o investimento estrangeiro e, consequentemente, o fluxo cambial.

Já a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 segue em R$ 5,20, de acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central
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