31/07/2020 às 11h38min - Atualizada em 31/07/2020 às 11h38min

"Nós não toleraremos", diz secretário sobre ataques a ônibus no ES

Quatro ônibus - dois deles nesta quinta-feira (30) - foram queimados nos últimos 15 dias na Grande Vitória. Alexandre Ramalho condenou os ataques

Fonte A Gazeta
O secretário de Segurança Pública, Coronel Alexandre Ramalho, condenou os ataques a ônibus na Grande Vitória. Crédito: Reprodução/TV Gazeta

O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Alexandre Ramalho, afirmou em entrevista à TV Gazeta que a pasta não vai tolerar os ataques frequentes a ônibus que vêm ocorrendo na Grande Vitória.

Quatro ônibus - dois deles nesta quinta-feira (30) - foram queimados nos últimos 15 dias. Os criminosos deixam bilhetes avisando que os ataques são uma represália ao Estado, reclamando das condições dos presídios e da falta de visitas, suspensas desde março por causa do coronavírus.


Ônibus é incendiado em Portal de Jacaraípe. Crédito: Internauta

"Nós não toleraremos esse tipo de situação. O Estado não pode aceitar esse tipo de situação, independente da causa e do motivo. O recado que fica: claro que coibir isso na ostensividade é muito difícil porque isso é feito de modo covarde, quando não tem pessoas circulando, quando a Polícia Militar está distante daquele local, mas nós temos inteligência forte, integrada com o sistema prisional", afirmou o secretário em entrevista à TV Gazeta..

Ramalho também afirmou que a Polícia vai investigar se as ordens partiram dos presídios e como essas ordens teriam saído das unidades prisionais, já que as visitas estão suspensas.


Ônibus é incendiado em Itacibá e suspeitos deixam bilhete reclamando de prs. Crédito: Internauta

"Vamos investigar essas questões. Caso tenha relação com os presídios, identificar quem está dando as ordens de dentro do presídio e, já que não tem visita, como que essas ordens estão saindo lá de dentro", declarou.

A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), que administra os presídios capixabas, disse que as visitas estão suspensas por causa da pandemia e afirmou que não compactua com qualquer ato de maus tratos. "Denúncias de agressão cometida nas unidades podem ser encaminhadas à Corregedoria para devida apuração dos fatos" , finalizou a Sejus
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »