27/07/2020 às 20h33min - Atualizada em 27/07/2020 às 20h33min

Crime da mala em BH: polícia encontra cabeça de mulher esquartejada

Polícia identificou o filho da mulher, que tem problemas mentais e é usuário de drogas, como principal suspeito do crime

Fonte Estado de Minas
Com os restos mortais completos da mulher, legistas do IML farão exames mais detalhados (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press - 8/1/20)

A cada dia uma surpresa. Assim está sendo o crime da mala, que mobiliza a polícia desde sexta-feira (24) – quando um corpo esquartejado foi encontrado dentro de uma mala e em sacolas plásticas e bolsas, na Avenida Senhor do Bonfim, no Bairro Canaã, Região Norte de Belo Horizonte. Nesta segunda (27), foi encontrado o último pedaço do corpo, a cabeça, de Rizomar Ribeiro da Silva, de 53 anos.

A cabeça e as vísceras estavam um lote vago no Bairro Asteca, em Santa Luzia. Estavam embalados em sacos plásticos, de um supermercado local.

A cronologia do crime mostra uma série de fatos macabros, que muito se aproximam de um filme de terror. Na sexta, uma mulher avistou uma mala, junto ao meio-fio na avenida e resolveu pegá-la, mas ao abri-la encontrou pedaços de corpos.

No sábado, os policiais com ajuda de câmeras de vídeo, conseguiram identificar a placa do Saveiro usado pelo homem que tinha deixado a mala, os sacos e bolsas espalhados no local. Foram até a casa dele, que tem um carro de aluguel. O homem contou que tinha sido contratado para fazer o despejo dos objetos.

Esse motorista levou os policiais até a casa da mãe do homem que o contratara – era também o local onde residia a vítima. O suspeito, de 30 anos, não estava. Os oficiais seguiram, então, para a casa do homem, e souberam que ele estaria numa igreja, onde foi preso.

Constatou-se que o homem tinha problemas mentais, era usuário de drogas e vinha frequentando o consultório de um psiquiatra. Além disso, ele tinha passagens pela polícia por estupro de incapaz.

Reconstituição do crime

Nesta segunda, a cabeça da vítima foi encontrada. Com isso, o corpo está integral, o que permitirá aos legistas realizarem exame mais detalhado.

O caso é conduzido pela delegada Adriana Rosa, da Delegacia de Santa Luzia. Segundo ela, os últimos passos de Rizomar estão sendo reconstituídos.

Já se sabe, por exemplo, que ela trabalhava com a Educação de Jovens e Adultos (EJA). A delegada espera pela conclusão dos exames no IML e também colher o depoimento do autor, para relatar o inquérito e remetê-lo à Justiça
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