09/07/2020 às 14h47min - Atualizada em 09/07/2020 às 14h47min

Suspeito de sequestro no ES tem condenações que somam mais de 150 anos de prisão

Segundo o delegado José Lopes, Flávio Aparecido Ferreira, que tentou se passar por Fábio ao ser preso, acumula condenações por furto, roubo, extorsão e latrocínio. Ele é um dos presos por sequestrar um gerente de banco e sua namorada em Ibiraçu

Fonte A Gazeta
Charles, à esquerda, e Flávio, foram detidos na abordagem realizada em Domingos Martins. Eles são suspeitos de sequestrarem o gerente do banco do Brasil de Ibiraçu e a namorada dele. Crédito: Divulgação/Polícia Civil

Os suspeitos de participarem do sequestro do gerente do Banco do Brasil de Ibiraçu e de sua namorada no começo da semana, os dois detidos pela polícia na noite desta quarta-feira (8), no trevo de Campinho, em Domingos Martins, possuem fichas criminais extensas e por vários crimes. Somadas, as condenações de um deles chegam a 150 anos de prisão.

Segundo o superintendente de Polícia Especializada, o delegado José Lopes, Charles Dias da Rocha Sobrinho, o Nordestino, e Flávio Aparecido Ferreira já foram condenados no passado, mas continuavam praticando crimes. No caso de Flávio, o somatório das condenações ultrapassa os cem anos. Ele ainda tentou usar um nome falso para não ser identificado.


Com a dupla, a polícia recuperou cerca de R$ 150 mil levados da agência do Banco do Brasil de Ibiraçu. Crédito: Divulgação/Polícia Civil

"O Flávio, que se identificou como Fábio, usou uma identidade falsa. Ontem (quarta-feira) conseguimos a informação por meio da Polícia de Minas Gerais que o nome dele é Flávio e não Fábio. Ele possui condenações, que somadas chegam a 150 anos. Entre elas, furto, roubo, extorsão, latrocínio (roubo seguido de morte). Ambos são elementos perigosos. As investigações continuam, ainda temos que identificar os outros envolvidos e recuperar o restante do dinheiro", detalhou Lopes, reforçando que R$ 150 mil reais roubados do banco foram recuperados.


Flávio apresentou uma identidade falsa para não ser identificado pela polícia ao ser preso. Ele soma condenações que somadas chegam a 150 anos de prisão. Crédito: Divulgação/Polícia Civil

Já Charles tem passagem pela polícia no ano de 2011 por extorsão mediante sequestro e foi condenado pelo mesmo crime ocorrido nesse caso.

INVESTIGAÇÃO

A prisão da dupla não significou o encerramento do caso. A polícia segue investigando o sequestro e roubo da agência para chegar aos outros três envolvidos na ação da última segunda-feira (6). Ao todo, cinco criminosos sequestraram o gerente do banco e a mulher.

Não foi informado pela polícia e também pelo Banco do Brasil a quantia total levada da agência de Ibiraçu, mas a assessoria do banco disse, em nota, que o atendimento na agência já foi normalizado e o gerente está recebendo o apoio necessário.

"A agência do Banco do Brasil de Ibiraçu, no Espírito Santo, retomou suas atividades nesta quinta-feira (9), após evento criminoso da última segunda-feira. O BB presta assessoria médica e psicológica ao gerente e familiares envolvidos na ocorrência. O Banco não informa valores subtraídos durante ataques criminosos às suas unidades e segue colaborando com as investigações policiais para a elucidação do caso", diz a nota
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