09/07/2020 às 08h57min - Atualizada em 09/07/2020 às 08h57min

Ufes produz testes rápidos que poderão custar apenas R$ 15

Fonte ES/HOJE
Foto: Divulgação / Youtube Renato Casagrande

A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) está trabalhando na produção de testes sorológicos rápidos – em até 4 minutos – que, assim que aprovados pela Anvisa, possa ser distribuídos em todo o estado por até R$ 15.

Além disso, o governo do Estado está apoiando diversos outros projetos de pesquisa e inovação no combate à Covid-19. Nesta quarta-feira (8) no Dia Nacional da Ciência, o governador Renato Casagrande apresentou, durante transmissão ao vivo, os projetos investidos pelo Estado de pesquisa científica e inovação no combate ao novo coronavírus. “Temos um governo que alimenta e apoia o investimento na ciência e inovação do Espírito Santo”.

Foram R$ 3 milhões em investimento em 34 projetos de ações efetivas e inovadoras no combate ao vírus, contemplados pelo governo do Estado em parcerias e apoios público e privados.

Entre eles, o desenvolvimento do teste rápido e acessível realizado pelo Laboratório Nanomateriais Funcionais do departamento de morfologias da Ufes, em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) Campus Serra e com o apoio da Federação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES).

“A ideia do projeto de diagnóstico é disponibilizar um teste rápido mais sensível e de menor custo, avaliado em R$ 13 a R$ 17. Hoje o teste está no mercado por até R$ 250. É uma tecnologia local, de menor custo e maior sustentabilidade. Um teste simples, com o resultado estimado de 3 a 4 minutos”, explica o professor da Ufes, Dr. Jairo de Oliveira.

De acordo com o professor, os testes rápidos poderão estar disponíveis em todo o território capixaba após a liberação da Anvisa. Além disso, um projeto de produção contínua de máscaras de vedação também faz parte do investimento. São máscaras menos invasivas, sem necessidade de sedação, produzidas com um menor custo.

Casagrande destacou ainda a importância da valorização dos projetos científicos dos institutos do Espírito Santo. “Nosso Estado tem que ser pioneiro e protagonista na pesquisa científica. E, para isso, é preciso investimento do poder público e das iniciativas privadas. Infelizmente, há muita discussão ideológica e política em torno do assunto e acabam deixando a ciência de lado”.
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