30/06/2020 às 10h58min - Atualizada em 30/06/2020 às 10h58min

Charges da esposa de Kim Jong-un irritam Coreia do Norte

Propaganda foi enviada em balões por dissidentes norte-coreanos que vivem na Coreia do Sul.

Fonte G1
Um sul-coreano segura um cartaz mostrando um retrato desfigurado do líder norte-coreano Kim Jong Un durante uma manifestação em Seul em comemoração aos 70 anos do início da Guerra da Coreia na última quinta-feira (25) — Foto: Jung Yeon-je/AFP

A indignação de Pyongyang em Seul é alimentada por charges "sujas e ofensivas" contra a mulher do líder norte-coreano, Kim Jong-un - disse o embaixador russo na Coreia do Norte, Alexandre Matsegora, à agência de notícias pública TASS.

Nas últimas semanas, o regime norte-coreano multiplicou os ataques verbais a Seul, criticando, principalmente, a propaganda enviada por dissidentes norte-coreanos que vivem no sul. Folhetos são enviados por eles em balões para o norte.

Isso causou um crescente atrito, e a Coreia do Norte deu um passo adiante. Em meados de junho, destruiu o escritório de ligação aberto em setembro de 2018, ameaçando adotar retaliação militar. O local simbolizava a distensão na península.


Foto sem data divulgada pela Agência Central de Notícias da Coréia do Norte (KCNA) em 20 de junho mostra os norte-coreanos preparando panfletos contra Seul em um local não revelado na Coréia do Norte — Foto: KCNA via KNS/AFP

As charges enviadas em 31 de maio constituem "uma forma particularmente repugnante de propaganda contra a esposa do líder norte-coreano, Kim Jong-un", Ri Sol-ju, o que provocou a "grave indignação" da Coreia do Norte, disse o embaixador russo à TASS.

As relações intercoreanas se deterioraram no ano passado, após o fracasso da segunda reunião entre Kim e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em fevereiro de 2019, em Hanói.

Na mesma entrevista, Matsegora negou os rumores de que Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, seja uma potencial herdeira do regime desde que, há semana, tornou-se o pilar da estratégia norte-coreana de ruptura com o vizinho ao sul.

Apesar de sua "sólida experiência em política e política externa", Kim Yo-jong, nascida em 1988, é "muito jovem", e "não há razão para falar sobre isso", completou.

"Ninguém ousa se chamar 'número dois' naquele país. Existe apenas um 'número um' (...). Acho que se eu perguntasse à camarada Kim Yo-jong se ela se considera 'número dois', ela responderia categoricamente que não". acrescentou o diplomata
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