29/06/2020 às 14h28min - Atualizada em 29/06/2020 às 14h28min

Horas antes de ser executado, Fernando Cabeção teria participado de morte em Vila Velha

Ele era apontado pela polícia como líder de uma facção criminosa no bairro Guaranhuns e foi condenado por envolvimento na morte do juiz Alexandre Martins, assassinado em 2003

Fonte A Gazeta
Condenado por assassinato de Alexandre Martins é executado em Vila Velha. Crédito: Reprodução/TV Gazeta

Condenado por participar da morte do juiz Alexandre Martins, Fernando de Oliveira Reis, o Fernando Cabeção, morto a tiros dentro de um carro de luxo em Itapuã, Vila Velha, na tarde deste domingo (28), é suspeito de envolvimento em um homicídio, ocorrido na manhã deste domingo (28), no bairro Divino Espírito Santo, em Vila Velha, de acordo com informações da polícia.  Ele era apontado pela polícia como líder de uma facção criminosa no bairro Guaranhuns, no mesmo município.

Segundo informações da Polícia Militar, o carro de Fernando seguia no sentido Vila Velha-Vitória e, quando parou no sinal de trânsito, foi fechado por outro veículo. De dentro do carro, os criminosos teriam feito pelo menos 15 disparos. Fernando Cabeção não resistiu aos ferimentos e morreu. Os autores do crime fugiram.

De acordo com informações da TV Gazeta, a esposa da vítima estava dirigindo o veículo e não foi atingida pelos tiros. Ela foi socorrida pela ambulância do Samu, porque machucou um dos braços com estilhaços de vidro da janela. Ela disse à polícia que o marido teria saído da prisão há seis meses.


Carro onde Fernando Cabeção foi executado. Crédito: Internauta

ENVOLVIMENTO NA MORTE DE JUIZ


Cabeção é um dos condenados pela morte do juiz Alexandre Martins, assassinado em 2003. O juiz, de 32 anos, foi morto com três tiros quando chegava a uma academia de ginástica, em Itapuã, Vila Velha. Ele tinha acabado de estacionar o carro e foi baleado na rua.

Testemunhas contam que olharam da janela da academia ao ouvirem os tiros e viram uma pessoa na moto e uma outra pessoa atirando. Alexandre integrava a missão especial federal que, desde julho de 2002, investigava as ações do crime organizado no Estado.


Juiz Alexandre Martins, assassinado em 2003. Crédito: Arquivo | TV Gazeta


Dez pessoas foram acusadas de participar do crime. Os executores foram Giliarde Ferreira de Souza e Odessi Martins da Silva Júnior, o “Lumbrigão”. Os intermediários foram os sargentos da PM Heber Valêncio e Ranilson Alves da Silva, Fernando de Oliveira Reis, o “Fernando Cabeção”, Leandro Celestino, o “Pardal” - que emprestou a arma usada no crime - e André Luiz Tavares, o “Yoxito” - que emprestou a motocicleta usada pelos assassinos confessos no crime Giliarde e Lumbrigão.

Apontados como mandantes do crime, o ex-policial civil Cláudio Luiz Andrade Baptista, o Calú, foi absolvido, e o juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira ainda não foi julgado porque tem recurso pendente em Brasília. Já o coronel reformado da Polícia Militar, Walter Gomes Ferreira, ainda está preso
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