13/02/2020 às 15h22min - Atualizada em 13/02/2020 às 15h22min

Chuvas na cabeceira do Rio Doce deixam Defesa Civil de Governador Valadares em alerta

Choveu forte na manhã desta quinta-feira (13) em Ponte Nova, na Zona Mata, onde há afluente do Rio Doce. Em Governador Valadares, rio está em 0,88 m na régua do SAAE.

Fonte G1
Enchente deixou muita lama em ruas de Governador Valadares — Foto: Samuel Perpétuo/Arquivo Pessoal

A Defesa Civil de Governador Valadares continua acompanhando as previsões de chuvas na região e está em alerta, vistoriando as áreas de risco. O órgão acompanha a situação da Bacia do Rio Doce após fortes chuvas caírem na manhã desta quinta-feira (13) em Ponte Nova, na Zona da Mata.

Ainda de acordo com a Defesa Civil, a chuva em Ponte Nova encheu o Rio Piranga, que é afluente do Rio Doce.

Pela medição da régua do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), o nível do Rio Doce em Governador Valadares na manhã desta quinta-feira é 0,88 m.

A Defesa Civil informou que, caso haja alteração nas previsões meteorológicas, a Prefeitura vai tomar medidas preventivas e manter a população informada. Em caso de necessidade, o telefone da Defesa Civil é 199.

O que diz o CPRM

Um boletim emitido às 10 h da manhã nessa quinta-feira pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), do Serviço Geológico do Brasil, colocou a Bacia do Rio Doce em cota de inundação.

Conforme o documento, em Ponte Nova o Rio Doce atingiu 3,54 metros na régua do CPRM, estando acima da cota de inundação, que é de 3,30 m, e com tendência de aumento do nível do rio nas próximas horas.

Os boletins do órgão podem ser acompanhados aqui.

Enchente em janeiro

No dia 27 do último mês o nível do Rio Doce atingiu 3,93 m na régua do SAAE em Governador Valadares. Diversos bairros ribeirinhos ficaram alagados e a Prefeitura decretou situação de emergência após 15 mil pessoas ficarem desalojadas.

Devido aos estragos, o governador Romeu Zema sobrevoou a cidade e visitou alguns bairros que foram alagados em Valadares. Ele anunciou a antecipação da liberação verbas que o município já tinha para receber.

Em respeito às famílias atingidas pela enchente, as comemorações do aniversário de 82 anos de Valadares foram suspensas.

Como a presença de barro nas casas foi mais intensa que nas enchentes anteriores, o prefeito André Merlo levantou a suspeita de que a lama seria oriunda da barragem de Fundão, que se rompeu em novembro de 2015 e contaminou o Rio Doce.

Três dias depois de levantar a questão, André Merlo anunciou processo contra a Samarco, responsável pela barragem de Fundão. O assunto também foi tratado pelo Ministério Público, que pediu esclarecimentos à Fundação Renova, entidade criada para reparar os danos pelo rompimento da barragem.

No dia 3 de fevereiro, o governo federal reconheceu a situação de emergência de Governador Valadares e outras 31 cidades do Leste e Nordeste de Minas. A medida permite que os municípios recebam recursos emergenciais e que os trabalhadores atingidos possam pedir a liberação de saque do FGTS.

Mesmo após o fim da enchente, os estragos permaneceram na cidade mesmo uma semana depois. Ruas em diversos bairros continuavam cobertas pela lama que, depois de seca, tornou-se forte poeira nos locais atingidos. Os moradores temem que o pó seja tóxico e tenha presença de minério e outros metais pesados
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