03/12/2019 às 10h08min - Atualizada em 03/12/2019 às 10h08min

Entre o que é sabido e o desconhecido, Vasco precisará definir seu caminho para 2020

por Carlos Santos
Fonte: Pixabay

A vida do Vasco não tem sido fácil nos últimos anos, e 2019 mostrava sinais de que a coisa não melhoraria tão cedo. O time havia conseguido se livrar do rebaixamento do Campeonato Brasileiro no ano passado por um triz e começou o ano engatando uma boa sequência de vitórias, que culminou com a taça do primeiro turno do Campeonato Carioca. Entretanto, a equipe se viu em declínio logo após a conquista, tendo ainda que aguentar duas derrotas por 2 a 0 na final do torneio estadual para o arquirrival, Flamengo.

O baixo rendimento do time no começo do ano – que se estendeu à Copa do Brasil, com uma eliminação já em abril para o Santos na terceira fase do torneio – levou à
demissão de Alberto Valentim. Em seu lugar, entrou o veteraníssimo Vanderlei Luxemburgo.

Em tempos atuais, em que quaisquer novidades são vistas com bons olhos por quem frequenta o mundo futebolístico, a chegada de Luxemburgo foi vista como uma afronta. Seu último trabalho, levando o Sport até as quartas de final da Copa Sul-Americana em 2017, parecia valer pouco mesmo para especialistas no esporte.



A questão é que, tanto com o Sport quanto com o Vasco, Luxemburgo conta com elencos com aspirações não muito grandes. No caso do seu time atual, os cariocas estão ainda lidando com o legado de gestões anteriores que os deixaram em maus lençóis no âmbito financeiro, restringindo assim qualquer potencial de investimento que poderia tirá-los do patamar atual, o de clube que luta constantemente contra o rebaixamento.

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dicas de apostas já indicavam esse entrave vascaíno desde o princípio da temporada, e, em um campeonato conhecido por requerer muitos pontos para “livrar” times da briga na parte de baixo da tabela, o Vasco poderia se colocar permanentemente em maus lençóis num piscar de olhos.

Mas Luxemburgo, graças mais à sua experiência do que a inovações no campo e bola, conseguiu impedir que esse cenário acontecesse. Após uma série de sete jogos sem conquistar um triunfo sequer para começar o campeonato, uma vitória por 2 a 1 contra um Internacional que à época dava ares de potencial lutador pelo título do Brasileirão foi o ponto de partida para que o time começasse a sair do atoleiro.

Mais vitórias surpreendentes em jogos contra rivais regionais, Fluminense e Botafogo, e sobre times que poderiam puxar o Vasco para a briga contra o rebaixamento, CSA e Chapecoense, permitiram que o Vasco se estabilizasse no Campeonato Brasileiro. Entretanto, isso não significa que a campanha do time tenha sido satisfatória.


A “sorte” do time carioca é que rivais como Cruzeiro e os supracitados Fluminense e Botafogo se encontram em situação muito pior no campeonato. Além disso, o Brasileirão tem visto times serem rebaixados com menos pontos do que em anos anteriores – efeito da concentração de força entre as equipes que ocupam o topo da tabela do campeonato, uma vez que acabam extraindo mais pontos de confrontos com os times da parte de baixo do torneio do que antes.

Por isso, o Vasco enfrenta um questionamento vital quanto ao seu projeto para o ano vindouro. Luxemburgo fez o que pôde com o time que está longe da perfeição, mas seu trabalho dificilmente chegará mais longe do que o estado atual da equipe sem a chegada de novos reforços.

O lado positivo é que Luxemburgo é um técnico disposto a dar chances, na falta de nomes do mercado, para jogadores das categorias de base. Foi assim que Talles Magno,
grande destaque do time, começou a dar o ar de sua graça em São Januário.

É aí que reside o maior questionamento para o Vasco e sua diretoria em seu planejamento para 2020. Mudanças talvez sejam necessárias para que o time evolua, mas de nada adianta fazê-las se a renovação se provar falha. Vamos ver quais novidades a equipe reserva a seus torcedores para o ano que vem.
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