21/11/2019 às 13h59min - Atualizada em 21/11/2019 às 13h59min

Dólar sobe e opera acima de R$ 4,21

Na terça-feira, o dólar fechou em queda de 0,17%, a R$ 4,1988

Fonte G1
Notas de dólar — Foto: Gary Cameron/Reuters

O dólar volta a operar em alta nesta quinta-feira (21), na reabertura do mercado de câmbio após o feriado da véspera em São Paulo, em dia marcado pela incerteza na frente comercial Estados Unidos-China, e com os investidores de olho também na pauta política doméstica.

Às 13h19, a moeda norte-americana subia 0,28%, a R$ 4,2106. Na máxima até o momento, chegou a R$ 4,2160.

Na terça-feira, o dólar fechou em queda de 0,17%, a R$ 4,1988. Na parcial do mês, acumula alta de 4,71%. No ano, tem valorização de 8,38% frente ao real. Na segunda-feira, atingiu o maior valor nominal de fechamento da história, quando a moeda encerrou os negócios cotado a R$ 4,206.

Atuação do Banco Central

O Banco Central vendeu nesta quinta-feira 4 mil contratos de swap cambial reverso e US$ 200 milhões em moeda spot, de oferta de até 15.700 e 785 milhões, respectivamente.

Adicionalmente a autarquia ofertará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento janeiro de 2020.

Na véspera, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destacou que a alta recente do dólar reflete a maior incerteza no comércio exterior e nas negociações entre Estados Unidos e China e também o resultado abaixo do esperado do megaleição da cessão onerosa. "Os agentes se posicionaram para um movimento que não houve, então houve reversão".

Cenário externo e doméstico

Segundo Fernanda Consorte, estrategista de câmbio do banco Ourinvest, não há um acontecimento específico que esteja orientando o movimento do dólar nesta sessão, e a alta anterior e volatilidade da moeda apenas refletem as incertezas comerciais e as tensões políticas recentes.

"A moeda está num patamar estressado", disse à Reuters. "As altas sugerem incerteza política tanto aqui como na América Latina, e também na eterna novela das negociações comerciais entre Estados Unidos e China."

O Ministério do Comércio chinês disse nesta quinta que a China se esforçará para chegar a um acordo comercial inicial com os Estados Unidos, na tentativa de acalmar os temores de que as negociações possam estar desandando, o que fornecia certo suporte para o real.

Já o Wall Street Journal informou que a China convidou os principais negociadores comerciais dos Estados Unidos para uma nova rodada de negociações presenciais em Pequim. No entanto, uma notícia de quarta-feira de que a "fase um" de um acordo entre os dois lados pode ser adiada para o próximo ano limitava o otimismo, destaca a Reuters.

No Brasil, a atenção se voltava para as novidades políticas, após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovar na quarta-feira a admissibilidade de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite a prisão após condenação em segunda instância.

Também na quarta feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, votou para impedir que o antigo Coaf faça relatórios por encomenda do Ministério Público ou de polícias Federal e Civil dos Estados, o que pode beneficiar o senador Flávio Bolsonaro
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