18/10/2019 às 10h56min - Atualizada em 18/10/2019 às 10h56min

Dólar opera em queda e é negociado abaixo de R$ 4,15

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,4%, a R$ 4,17, maior cotação desde 21 de setembro.

Fonte G1
Notas de dólar — Foto: Hafidz Mubarak/Reuters

O dólar opera em queda nesta sexta-feira (18), após ter fechado na véspera a R$ 4,17 em meio às preocupações com a desaceleração da economia global e diante de incertezas sobre a oferta de moeda no país.

Às 10h54, a moeda norte-americana caía 0,56%, a R$ 4,1466.

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,4%, a R$ 4,17, na maior cotação de encerramento desde 21 de setembro (R$ 4,1714), acumulando avanço de 1,85% na semana. Na parcial do mês, a alta é de 0,36%. No ano, a valorização é de 7,64% frente ao dólar.

Além de monitorar o exterior, que trouxe nesta sessão dados da economia chinesa e ainda reserva números dos Estados Unidos, o mercado acompanha com atenção falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que segue em Washington participando de eventos relacionados a reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, destaca a Reuters.

Na véspera, comentários de Campos Neto sobre a possibilidade de comprar dólares oriundos dos leilões do pré-sal caso gerem distorções no mercado provocaram ruídos e impulsionaram a moeda norte-americana às máximas da sessão, acima de R$ 4,18, no fim da manhã.

Cena doméstica

Em evento nos EUA, Campos Neto reiterou que os leilões de dólares são feitos para atender a uma demanda do mercado à vista, mas disse também que a autoridade monetária pode atuar na outra ponta, caso necessário, se notar algum fluxo extraordinário.

“Isso é um fato novo porque o BC vende, mas nunca falou em comprar. Para os operadores, isso entra na equação”, disse ao Valor Online Marcelo Giufrida, gestor da Garde Investimentos.

Operadores de mercado, contudo, ponderaram que Campos Neto também lembrou sobre a possibilidade de venda de dólar, como já vem ocorrendo. Nesta sessão, o BC colocou todos os US$ 525 milhões à vista ofertados ao mercado, fazendo a troca de instrumentos (de swaps para dólar à vista) ao colocar todo o lote de 10.500 contratos de swap cambial reverso disponibilizados simultaneamente.

Outro ponto de atenção dos investidores, mas que ainda não estaria influenciando na negociação, é a crise entre o presidente Jair Bolsonaro e o comando de seu partido, o PSL. Segundo Giufrida, o tema “entrou na equação, mas ainda tem pouca probabilidade de ameaçar a agenda do Congresso”.

Cena externa

No noticiário do dia, destaque para a desaceleração da economia chinesa. Pequim divulgou que o PIB da China subiu 6% no 3º trimestre, ritmo mais fraco em quase três décadas, em meios aos impactos da guerra comercial com os Estados Unidos na produção industrial chinesa
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