17/10/2019 às 19h56min - Atualizada em 17/10/2019 às 19h56min

Mãe descobre que filho foi assassinado ao receber fotos no Whatsapp

A executiva de vendas estava em casa, em Fundão, quando recebeu imagens do crime ocorrido na Serra

Crédito A Gazeta
Ex-assessor parlamentar Dyego Fernando Pimentel Abreu. Crédito: Acervo pessoal

A mãe do ex-assessor parlamentar Dyego Fernando Pimentel Abreu, de 28 anos, descobriu que o filho foi assassinado após receber fotos e vídeos do corpo do jovem e da cena do crime pelo Whatsapp na noite desta quarta-feira (16). A executiva de vendas Vanessa Zanoni, 46 anos, disse que passou a tarde desta quarta-feira (16) com Dyego. Ele trabalhou no gabinete do deputado estadual José Esmeraldo (MDB) de outubro de 2018 a abril deste ano. De acordo com a família da vítima, o ex-assessor pediu demissão do cargo para trabalhar como produtor rural em uma propriedade da família na Serra, Região Metropolitana de Vitória.

Na manhã desta quinta-feira (17), a polícia informou que Dyego já havia sido preso anteriormente. A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus)  informou que ele foi preso por porte de arma de uso permitido no dia 29 de dezembro de 2016 e recebeu alvará de soltura no dia 03 de janeiro de 2017. Em relação ao assassinato do ex-assessor, a Polícia Civil informou que nenhum suspeito foi detido. O caso seguirá sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Serra.

Como a senhora soube que seu filho assassinado?

Soube pelo Whatsapp. A cidade (Fundão) toda parou. Meu filho é querido por todo mundo, a cidade toda conhece ele. Como a gente é muito conhecido, começou a chegar muita mensagem no meu celular com fotos e vídeos da cena do crime. Muita gente perguntando: "É verdade, Vanessa?". Pensei que tivesse acontecido alguma coisa com meu filho, mas imaginei que fosse um acidente, imaginei qualquer coisa, menos que tinham matado ele.  Um amigo ligou para o meu esposo falando que era meu filho mesmo e fomos direto para Serra. Quando chegamos lá, já tinham levado ele para o DML.

Quando foi a última vez que viu o Dyego?

Eu estava com ele meia hora antes do acontecido. A gente passou a tarde junto, eu estava fazendo compra com ele. Depois, ele me deixou no ponto de ônibus e eu segui sozinha para Fundão. Quando eu cheguei em casa, liguei para ele e ele até fez brincadeira com o jogo do Flamengo. Ele comeu churrasquinho e tomou refrigerante. Estava esperando dar a hora para buscar a namorada dele na faculdade lá na Serra mesmo.

Ele estava sendo ameaçado? O que acha que pode ter motivado isso?

O Dyego sempre foi tranquilo com todo mundo, sempre achava que todo mundo era amigo dele. Ele não era de briga na rua, era uma pessoa positiva. Ele não bebe, não tem vício, a gente não tem ideia do que pode ter motivado. Para nós foi um susto muito grande.

Vocês moravam juntos?

Ele morava na Serra durante a semana e passava os fins de semana lá em casa com o meu marido e a irmã dele.

Onde ele trabalhava atualmente?

Ele deixou o gabinete do deputado porque não estava conseguindo conciliar os dois trabalhos. Ele tem uma propriedade rural na Serra e queria cuidar das terras e dos bois dele. Por causa disso, pediu demissão e foi cuidar da propriedade dele, foi cuidar das coisas dele.

O que espera que aconteça agora?

Está sendo dolorido lidar com isso. Nós somos uma família honesta, trabalhadora e vem um marginal e tira a vida de um rapaz de 28 anos. Foi uma judiação o que fizeram com meu filho. A pessoa que atirou, atirou pelas costas. Ele não tinha dívida com nada. O que fizeram com ele só Deus e polícia para saber, mas espero que a polícia encontre quem fez isso. Soube que tem câmeras de segurança no local. Conto com isso e conto também que o pessoal de lá denuncie. Tenho fé e quem tem fé consegue tudo. Creio que alguém vai ligar denunciando e a polícia vai descobrir quem foi. Uma pessoa dessa ficar solta é um perigo pra qualquer um de nós.

Quem mata um, mata dez. Entendeu?
Uma pessoa dessa tem que ser presa. O mínimo que espero é isso. De acordo com a polícia, seu filho já tinha sido preso.

O que aconteceu?

O que aconteceu foi um caso numa boate ano retrasado. Ele estava na boate com um amigo. Esse amigo estava armado, foi no banheiro e meu filho foi junto. Um policial estava no mesmo lugar se divertindo e denunciou que os dois estavam armados na festa. Meu filho foi detido e foi liberado, só isso. Em 2012, ele estava em uma área de caça com uma espingarda de chumbinho. Um moleque pegou o pescoço dele durante uma briga por causa de namoradinha, e a espingarda de chumbinho disparou no braço do rapaz. Meu filho era novo, tinha 18 anos na época. O menino que fez isso sabia que era o errado da história e sumiu. Depois, a família tentou tirar a denúncia, mas não deu certo. Gente, meu filho nunca foi criminoso, nunca teve problema com a Justiça. Era um menino do bem e trabalhador.
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