17/10/2019 às 09h41min - Atualizada em 17/10/2019 às 09h41min

Com imigração clandestina em queda, Trump anuncia ajuda a países da América Central

Ajuda dos EUA será destinada ao setor de segurança de Honduras, Guatemala e El Salvador, países com altos índices de violência de onde saíram caravanas de migrantes no último ano.

Fonte G1
Donald Trump participa de coletiva de imprensa nesta quarta-feira (16) — Foto: Brendan Smialowski/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (16) que Guatemala, El Salvador e Honduras receberão "assistência específica nas áreas de ordem pública e segurança". A medida foi tomada após a Casa Branca firmar acordos migratórios com os três países – sobretudo com a queda na imigração clandestina nos EUA após os números atingirem patamares recordes.

"Os Estados Unidos vão aprovar em breve uma assistência específica para as áreas de ordem pública e segurança", tuitou Trump após Washington assinar os acordos de asilo para deter a migração irregular.

Trump afirmou que os três países trabalham para deter o tráfico de pessoas, em momento de queda na detenção de imigrantes na fronteira com o México – após o recorde em 13 anos atingido em maio passado.

"Quero agradecer os governos destes três países. Trabalhamos muito e bem juntos", declarou Trump a jornalistas na Casa Branca.

Em maio, os Estados Unidos detiveram 144 mil pessoas na fronteira com o México, antes de firmar acordos com México, Guatemala, Honduras e El Salvador para deter a imigração ilegal. Em setembro, o número de detidos na fronteira sul caiu a 52 mil.

Ajuda à América Central

O secretário americano de Estado, Mike Pompeo, informou ao Congresso a intenção de retomar a ajuda a El Salvador, Guatemala e Honduras.

"No início deste ano (...) instrui o departamento de Estado e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) que interrompessem temporariamente a ajuda a estes países até que seus governos adotassem medidas para reduzir o enorme número de emigrantes em direção à fronteira americana", mas "para permitir um maior progresso nos esforços destes países, alguns fundos específicos (...) serão retomados".

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Segundo Pompeo, isto servirá para apoiar programas que promovam esforços conjuntos visando deter a "imigração ilegal" a partir de El Salvador, Guatemala e Honduras
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