16/10/2019 às 09h35min - Atualizada em 16/10/2019 às 09h35min

Acusada de matar e cortar pênis do marido no ES tinha 8 boletins contra ele

Além das ocorrências, a mulher tinha uma medida protetiva contra o homem, de acordo com a PM

Crédito A Gazeta
Viatura da Polícia Militar. Crédito: Polícia Militar

A mulher de 41 anos que é acusada de matar o marido a facadas e decepar o pênis dele registrou oito boletins de ocorrência pela Lei Maria da Penha, contra o companheiro, de acordo com informações da Polícia Militar. A suspeita também tem uma medida protetiva contra o marido.

O crime aconteceu na zona rural de Vila Pavão, Região Noroeste do Estado. A suspeita confessou o crime nesta segunda-feira (14) e o corpo de Aparecido Salustino dos Santos, que era conhecido como Adelino, foi encontrado enterrado no quintal da casa onde o casal morava.

Ainda segundo informações da Polícia Militar, testemunhas contaram que na segunda-feira a mulher foi até a casa de vizinhos e pediu uma carona para ela e o filho para outra comunidade. A suspeita alegou que um irmão do marido havia morrido e ele já estava em Vitória para o velório. Ela e o filho também seguiriam para a Capital.

Depois que conseguiu fugir, a acusada ligou para um conhecido. Ela contou que havia matado o companheiro e o enterrou em uma cova rasa, nos fundos de sua casa.

CONFISSÃO

Mais tarde, a mulher se apresentou na Delegacia Regional de São Mateus e confessou o crime. Para os policiais civis, a suspeita contou que havia matado o marido há dois dias e indicou o local onde o corpo foi enterrado.

A PM foi até a residência, no interior de Vila Pavão, encontrou o corpo da vítima e acionou a perícia da Polícia Civil. O perito constatou várias perfurações no pescoço de Aparecido e viu que o pênis do homem foi decepado e colocado dentro da bermuda.

POLÍCIA CIVIL

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso é investigado pela Delegacia de Polícia de Vila Pavão e outras informações não foram passadas para não atrapalhar o andamento das apurações.

Questionada se a acusada foi detida ou liberada após se apresentar na Delegacia Regional de São Mateus, confessar o crime e ainda indicar o local onde estava o corpo do marido, a Polícia Civil se limitou a responder que não houve nenhuma prisão em flagrante no dia indicado naquela delegacia
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