09/10/2019 às 13h42min - Atualizada em 09/10/2019 às 13h42min

Dólar passa a subir, com atenções voltadas à cena externa

terna No dia anterior, o dólar caiu 0,3%, vendida a R$ 4,091.

Fonte G1
O dólar passou a operar em alta nesta quarta-feira (9), apesar da sessão mais positiva no cenário externo diante de algum alívio acerca das negociações comerciais entre EUA e China, e em meio a apostas de continuidade dos cortes de juros pelo Banco Central após deflação no Brasil em setembro.

Às 13h10, a moeda norte-americana subia 0,18%, vendida a R$ 4,0983.

No dia anterior, o dólar caiu 0,3%, vendida a R$ 4,091. No mês, o dólar tem queda acumulada de 1,55%, mas no ano há alta de 5,6%.

Para Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria, o fator externo positivo ainda pesava, apesar de ainda existir muita incerteza acerca das negociações comerciais. "A tendência ainda é positiva, mas tudo pode mudar ao longo da sessão", afirmou à Reuters.

As expectativas de um acordo entre China e EUA se elevaram depois de notícia afirmando que o país asiático ainda está aberto para fechar um acordo parcial com Washington, apesar da recente lista de sanções a empresas de tecnologia chinesas.

O vice-premiê chinês, Liu He, chegará esta semana a Washington para negociações comerciais de alto nível. Ele vai se encontrar com o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e com o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, na quinta-feira.

Na cena doméstica, o país registrou deflação em setembro pela primeira vez em 10 meses, no resultado mais fraco para o IPCA no mês em 21 anos e indo abaixo de 3% no acumulado em 12 meses.

Segundo Campos Neto, o dado reforça a posição do Banco Central de dar continuidade aos cortes da Selic, reduzindo o diferencial de taxa do Brasil em relação ao restante do mundo, o que desestimula alocação de capital para a renda fixa ou operações de carry trade (arbitragem com taxas de juros).

"Isso acaba reduzindo a queda do dólar contra o real, mesmo com a cena externa mais positiva", afirmou Campos Neto à Reuters.

Nesta sessão, o BC vendeu nesta quarta todo os US$ 525 milhões em moeda spot ofertados, e 10.500 contratos de swap cambial reverso (oferta de 10.500 contratos)
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