10/09/2019 às 12h17min - Atualizada em 10/09/2019 às 12h17min

Muçulmanos se autoflagelam durante ritual religioso em memória do neto de Maomé

Xiitas relembram em luto o martírio de Hussein, morto em batalha de forma violenta pelo inimigo

Fonte Estado de Minas
(foto: BANARAS KHAN / AFP)

Milhões de muçulmanos xiitas em países da Ásia e especialmente no Oriente Médio estão respeitando o Ashura, período de dez dias de luto em memória do martírio do neto do profeta Maomé no século VII.

Hussein foi morto na batalha de Karbala, no Iraque Moderno, em 680 D.C.

Durante uma procissão que reúne multidões na cidade onde o Iman foi executado, homens se autoflagelam, para derramar sangue em homenagem ao mártir, decapitado e mutilado pelas tropas do califa Omeia Yazid.

Em Basra, também no Iraque, o autoflagelo se dá com o ritual de bater com a espada na cabeça até sangrar.

Em Quetta, no Paquistão, os muçulmanos se ajoelham para as orações ao meio-dia. Tropas policiais acompanham de perto a manifestação religiosa.

As procissões terminam nos santuários, onde os fiéis oram de forma fervorosa, sem camisa e com mãos no coração.
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