30/08/2019 às 09h49min - Atualizada em 30/08/2019 às 09h49min

Base do Ibama em Parintins, no AM, será desativada até novembro

Superintendente substituto do órgão afirma que um termo de cooperação com Ipaam irá viabilizar fiscalização de crimes ambientais no município.

Fonte G1
Base do Ibama em Humaitá foi destruída em 2017; outra em Tabatinga foi fechada em 2018 — Foto: Ditec_Ibama/AM

O Instituto Brasileiro do Meio Ambientes e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou nesta quinta-feira (29) que a unidade do órgão em Parintins - a única ativa atualmente no interior do Amazonas - será desativada até novembro deste ano.

Superintendente substituto, Leslie Tavares afirma que um termo de cooperação entre o Ibama e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) vai viabilizar a fiscalização de crimes ambientais no município. O novo modelo deve permitir um sistema de controle integrado.

O Termo de Cooperação Técnica prevê que o Ibama utilize os centros multifuncionais para combater crimes ambientais no interior do estado, de acordo com o superintendente. Desta forma, esses pontos serão utilizados somente quando houver necessidade.

"É lógico que ter estrutura física é importante, mas, para isso, o Ibama está celebrando o acordo de cooperação técnica com o Ipaam para utilizar os centros multifuncionais. Assim, de forma compartilhada, os agentes que precisem atuar naquelas regiões do estado irão dispor de uma estrutura adequada. Assim, entendemos que o Ibama, na verdade, está garantindo e ampliando sua estruturação no interior e não utilizando uma estrutura dispendiosa", disse.

Tavares classificou a mudança como uma questão de economia.

 "Vimos que a estratégia antiga era custosa. Tem que pagar energia, internet, faxineira. Com a estrutura física do Ipaam, se não tiver necessidade de usar, a gente não usa. Se precisa, se usa. Mudamos por economia - economia e estratégia", disse.

A unidade de Humaitá está desativada desde de 2017, depois que uma ação de vândalos destruiu o escritório e veículos utilizados por agentes no município. Lá, um servidor dava apoio administrativo usando uma sala no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Atualmente, a cidade de Humaitá recebeu uma das bases da operação "Kuruquetê" - que monitora e combate os focos de queimadas no estado com apoio de órgãos municipais, estaduais e federais.

Nesta quinta (29), o Comando Militar da Amazônia (CMA) informou que tropas foram enviadas para o Sul do Amazonas - que registra a maior quantidade de focos - e para a Região Metropolitana de Manaus.

Outra base do Ibama em Tabatinga, cidade na fronteira do Amazonas com a Colômbia, foi fechada em 2018. Leslie Tavares afirmou que, em áreas de conflito, o uso de tecnologias de monitoramento apresenta melhores resultados.

"Hoje em dia, as estratégias de ação, o uso de inteligência e uso de tecnologias de monitoramento dão mais resultado do que manter agentes lotados em municípios conflituosos. Manter servidores nessa situação inibe suas atuações. Em muitas vezes, [os agentes] vivem sob intimidação", avaliou.

Ainda segundo Tavares, dezenas de bases do Ibama - que eram destinadas a cuidados de unidades de conservação - passaram para o ICMbio ao longo dos anos. Entretanto, o superintendente ressalta que as fiscalizações continuam.

"O efetivo que se utiliza é de outros estados. O órgão é federal. Em geral, esse efetivo é acompanhado da polícia ambiental, que sempre dá apoio. (...) Apuí, Novo Aripuanã e Lábrea são fiscalizados por agentes de todo o Brasil. Não houve diminuição da presença do Ibama porque não tinha base. A fiscalização vem ocorrendo normalmente", finalizou
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