13/08/2019 às 14h35min - Atualizada em 13/08/2019 às 14h35min

Perto de se casar, jornalista angolano morre atropelado em Vitória

Luis Felgueira, de 32 anos, trabalhava como assessor de imprensa e estava com casamento marcado com uma capixaba

Fonte Gazeta Online
Luis Felgueira, veio de Angola para cursar Jornalismo na UNB, em Brasília. Ele morava no Espírito Santo há pouco mais de dois anos - Foto: Arquivo Pessoal

Sonhos e planos encerrados precocemente por uma fatalidade. Na tarde desta segunda-feira (12), o jornalista angolano Luis Felgueira, de 32 anos, morreu após ser atropelado por um carro em Jardim da Penha, em Vitória, pouco antes das 13 horas. Segundo relatos de amigos nas redes sociais, Luis voltava para casa de bicicleta quando foi atingido pelo veículo.

Luis trabalhava como assessor de imprensa na Capital capixaba, onde morava há pouco mais de dois anos. Ele, que nasceu na região de Sambizanga, distrito da capital Luanda, veio para o Brasil há seis anos para cursar jornalismo na Universidade de Brasília, a UNB.


Luis estava noivo e já tinha dado entrada no cartório para se casar com a capixaba Fernanda Samora - Foto: Arquivo Pessoal

Além disso, Luis estava noivo e com casamento marcado. O sogro do angolano, João Luiz Samora, ainda muito abalado, conversou com a reportagem do Gazeta Online e contou como soube do acidente.

"Minha filha recebeu uma ligação do antigo Hospital São Lucas (atualmente Hospital Estadual de Urgência e Emergência) e avisaram que meu genro havia sido atropelado e levado para lá. Fomos até lá e depois uma assistente social veio nos informar que o Luis não havia resistido", disse.

João Luiz ainda contou que ele e a família ainda não sabem os detalhes do acidente e tentam a liberação do corpo. "No DML nos disseram que ele foi atropelado em Jardim da Penha, mas não sabemos em que altura, como ocorreu e quem se envolveu. Ainda estamos sem entender e tentando assimilar tudo o que ocorreu", complementou.

Luis estava noivo da capixaba Fernanda Samora, com quem se casaria nos próximos meses, como contou o sogro. "Ele e minha filha estavam com tudo planejado e até já tinham dado entrada no cartório para se casarem. Eles tinham tantos planos. Minha filha é formada em Direito e havia conquistado uma bolsa de estudos nos Estados Unidos. Estávamos juntando nossas economias para que eles realizassem esses sonhos juntos, mas agora infelizmente tudo isso foi interrompido", explicou João Luiz.


Luis trabalhava como assessor de imprensa, em Vitória, e morreu após ser atropelado - Foto: Arquivo pessoal

Após a liberação pelo DML, a família da noiva buscará uma forma de realizar o translado do corpo até Angola, para que Luis seja sepultado em seu país natal. "Ele só tinha a nós aqui. Era um rapaz muito educado e amável. Ainda veremos como vamos resolver esses trâmites, mas as coisas ainda estão muito confusas. Estamos todos tristes. Minha filha está desolada", finalizou
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