19/04/2017 às 16h32min - Atualizada em 19/04/2017 às 16h32min

Dólar firma alta ante real em linha com movimento no exterior

Na véspera, a moeda norte-americana subiu 0,29%, negociada a R$3,1134 na venda.

Fonte G1

Moeda norte-americana abriu em alta nesta quarta-feira (Foto: Reuters/Gary Cameron)

O dólar opera em alta moderada ante o real nesta quarta-feira (19), após oscilar bem próximo da estabilidade no começo do dia, com os investidores cautelosos diante da cena política e possíveis dificuldades que o governo do presidente Michel Temer terá para aprovar a reforma da Previdência no Congresso Nacional.

Às 15h19, a moeda norte-americana avançava 0,8%, cotada a 3,1386 na venda.

O governo cedeu à pressão da oposição e concordou em adiar a votação da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados para o início de maio, depois de ter colocado como objetivo iniciar a apreciação já na semana que vem.

"Provavelmente está caindo a ficha do mercado. Serão duas semanas de intensas negociações", comentou o gerente da mesa de câmbio do banco Ourinvest Bruno Foresti à Reuters.

O relatório final da proposta de reforma apresentado nesta quarta-feira (19) propõe idade mínima progressiva para aposentadoria de homens e mulheres e idade mínima de 55 anos para policiais da esfera federal, por exemplo.

A reforma da Previdência é considerada essencial para colocar as contas públicas do país em ordem. Na véspera, o governo já havia aceitado modificar pontos importantes do texto original, como idade mínima de aposentadoria para mulheres, para tentar garantir a votação da matéria.

O dólar já vinha trabalhando em alta desde o início dos negócios depois de, na noite passada, o governo ser derrotado na votação de urgência para a reforma trabalhista na Câmara dos Deputados, o que foi considerado um "mau sinal" dentro do próprio Palácio do Planalto.

"A derrota no pedido de urgência da reforma trabalhista, que é um projeto mais popular, indica que o governo vai ter que se mobilizar ainda mais", declarou um profissional da mesa de uma corretora local à Reuters.

Especialistas consultados pela Reuters avaliaram que as mudanças ao texto do governo devem fazer com que os gastos com aposentadorias e pensões continuem crescendo em ritmo acelerado nas próximas duas décadas e fazer com que o teto dos gastos públicos perca eficácia já em 2026.

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