06/01/2017 às 10h52min - Atualizada em 06/01/2017 às 10h52min

Ministério da Saúde reforça recomendação de vacina de febre amarela

Homem morreu com a doença em Ribeirão Preto em dezembro. Deve se vacinar quem mora ou vai viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata.

Fonte G1

Mosquito Aedes aegypti transmite a febre amarela, além de dengue, zika e chikungunya (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

O Ministério da Saúde reforçou, nesta quinta-feira (5), a recomendação da vacina de febre amarela para pessoas que moram ou pretendem visitar regiões silvestres, rurais e de mata. A transmissão da doença, que ocorre pela picada do mosquito Aedes aegypti, é possível em grande parte do território brasileiro.

Nesta quarta-feira, foi confirmada a morte de um homem de 52 anos por febre amarela em Ribeirão Preto (SP). Esta foi a segunda morte pela doença no estado em 2016: em maio, um operário morreu em Bady Bassitt (SP). Também foram identificados dois macacos infectados em Ribeirão Preto em outubro.

Segundo o Ministério da Saúde, a doença tem o maior número de casos entre dezembro e maio. A vacina está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todos os estados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e pode ser aplicada a partir dos 9 meses de idade. Para adultos, o reforço deve ser tomado a cada 10 anos.

Febre amarela preocupa o interior de São Paulo

A febre amarela provoca insuficiência hepática e renal. Os sintomas, que se iniciam de forma repentina, são febre, calafrios, dor de cabeça, dor nas costas, prostação, náuseas e vômitos. A doença evolui, numa segunda fase, para diarreia acompanhada de vômitos, icterícia, diminuição da produção de urina, sangramentos e torpor. O quadro pode evoluir para coma e até morte.

O tratamento é apenas para aliviar os sintomas, já que não existem medicamentos específicos contra a doença.

Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »