31/12/2016 às 15h46min - Atualizada em 31/12/2016 às 15h46min

Startup guanduense que cresceu 600% esse ano planeja mais para 2017

Fonte Terra

Foto Reprodução Facebook

No interior do Espírito Santo, na cidade de Baixo Guandu com pouco mais de 30 mil habitantes, nasceu a Frete Rápido, a startup que promete descomplicar a logística no Brasil e, ao que parece, eles não estão de brincadeira. Em 2014 a empresa venceu o Tecnova da Fapes/Finep, no ano seguinte receberam investimento anjo e, neste ano, cresceram mais de 600% e estão preparando outra rodada de investimento para 2017. Este é mais um exemplo que no mundo da tecnologia, localização não é barreira.

Seus fundadores contam com experiência em empresas nacionais e multinacionais, no desenvolvimento da plataforma, receberam mentoria das três maiores transportadoras do Brasil e, recentemente, deram início a um agressivo programa de parcerias, onde pretendem alavancar ainda mais os resultados para a empresa: "Todas elas são parcerias estratégicas, como com os Correios, FedEx e a Tray commerce da Locaweb, sabemos que precisamos de bons parceiros para crescer rápido" explica Mário Rodrigues, CEO da Frete Rápido.

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Só nos últimos meses captaram mais de mil clientes entre empresas e transportadoras, e os números são ainda mais impressionantes se comparados às metas para 2017: crescer mais 200%. Segundo o CEO da empresa, essas metas serão alcançadas devido aos resultados que a empresa gera para seus clientes: "Não importa o tamanho da empresa, nós automatizamos todo o seu processo logístico e reduzimos seus custos em até 70%".

A Frete Rápido integra todos os seus clientes com as transportadoras, assim, sempre que houver um movimento de carga, (compra ou venda), os algoritmos da empresa encontram a melhor opção de transporte, fazem o pedido de coleta, geram o seguro da carga e cuidam de todo rastreio; tudo isso num piscar de olhos e com preços incrivelmente menores. "A cada 10 fretes enviados nós economizamos 6 horas de trabalho na empresa e essa agilidade também se converte em economia" diz o CEO.

Assim como a Uber, a startup fez sua estratégia de aquisição apoiada no baixo custo e gratuidade: há dois meses, iniciou o processo de monetização, cobrando R$ 3,50 por frete enviado, sem considerar a quantidade de volume ou valor da carga. Esse modelo de monetização permite as empresas desfrutarem de toda a tecnologia sem comprometerem seus lucros.
Em janeiro, a startup inicia em São Paulo um trabalho mais incisivo para o e-commerce, com uma equipe comercial local voltada para captação e gestão dos clientes já que, apenas o estado de São Paulo, representa 40% do faturamento da empresa, seguido por Minas Gerais com 27%.

O mercado de logística no Brasil movimenta mais de R$ 200 bilhões anualmente e cerca de US$ 3,8 trilhões no mundo, é um mercado que está começando a se voltar para tecnologia. Esse fato tem criado alguns competidores, mas parece não assustar a startup capixaba: "No mercado de tecnologia o pioneirismo é favorável, mas quem se sustenta apenas nele tende a ser um coadjuvante; nosso diferencial está nos algoritmos que criamos e na forma como integramos toda cadeia de um produto, da matéria-prima até o consumidor", garante Mário Rodrigues.

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